///Testemunhos

Confira o testemunho de nossos frades e a importância do envolvimento do benfeitor em sua formação.

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    Frei José Hugo da Silva Santos
    Frei José Hugo da Silva Santos
    Franciscano Conventual, da Província
    São Francisco de Assis SP:
    35 anos de idade e 8 de sacerdócio
    “Tenho o sonho de conseguir ver, mesmo que parcialmente, em vida, sinais concretos do Reino de Deus: partilha, comunhão, perdão, harmonia e fraternidade”.

    Sou Frei José Hugo da Silva Santos, Franciscano Conventual, da Província São Francisco de Assis – SP: tenho 35 anos de idade e 8 de sacerdócio.

    Desde a infância desejava ser padre, porém não padre diocesano. Na adolescência, tal desejo acabou por esfriar, mas no início da juventude o mesmo voltou com uma força muito grande. Desejava viver em uma fraternidade, com mais pessoas, mas jamais morando sozinho. Recebi um folder sobre os Franciscanos Conventuais das mãos do Frei Luiz Cláudio de Avelar (que hoje é pároco em Ubatuba-SP), na ExpoCatólica de 1997 e guardei-o. Quando aos 17 anos comecei realmente a pensar em ser padre, procurei o folder e encontrando-o liguei para o telefone que nele constava, que era do Seminário Senhor do Bonfim, fiz o acompanhamento vocacional e tive a certeza que era este o meu lugar, pois este é o nosso carisma: a vida em fraternidade e em minoridade, que nascem como expressão do nosso maior tesouro, que é a pobreza, pobreza esta inspirada no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Nossa Ordem foi fundada em 1209 por São Francisco de Assis como Ordem dos Frades Menores, e mais tarde recebeu o acréscimo de “Conventuais” para simbolizar a diferença entre os frades que desejavam viver a Regra adaptada aos novos tempos, em “Conventos”, e os frades que desejavam vivê-la ao pé da letra, somente em eremitérios, sem abertura e adaptação às exigências da Igreja e dos novos tempos, chamados de “Observantes”. No Brasil, nossa presença acontece a partir de 1947, na cidade do Rio de Janeiro – RJ e, posteriormente, na cidade de Santo André – SP, em 1949.

    Desde o início contei muito com o apoio dos meus pais. Para os meus familiares que estavam envolvidos com a vida da igreja, foi uma grande alegria; mas para os que esperavam que eu continuasse os estudos e me formasse em outra área, diziam que eu estava desperdiçando uma grande possibilidade, diante dos estudos que eu realizava… Porém, depois que perceberam que minha decisão era definitiva, compreenderam.

    Assim, com 18 anos, no dia 16/02/1999, iniciei minha formação junto aos Franciscanos Conventuais, na Casa São Francisco, em Curitiba-PR. Após a formação inicial, professei os votos solenes, e fui trabalhar como auxiliar nas atividades da nossa obra social, chamada “Cidade dos Meninos” e mais tarde assumi como “Administrador paroquial” os trabalhos na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Mauá – SP. Quatro anos depois, fui nomeado Vigário na Paróquia São João Batista, no Riacho Grande – São Bernardo do Campo – SP. Desde Janeiro de 2014 voltei a morar no Convento Senhor do Bonfim, na função de Reitor do Seminário Maior Senhor do Bonfim, destinado à formação dos frades estudantes de Teologia.

    Peço a todos que sempre rezem pelas vocações. Aproveito também para agradecer fraternalmente a todos os que colaboram com a manutenção dos frades estudantes, através do SOS Vocações, partilhando os dons que Deus concede, em favor de um trabalho tão nobre. Que Deus vos recompense e que São Francisco interceda sempre por cada um de vocês!

    E a você, jovem, que sente o chamado de Deus, não deixe que o medo do novo, do diferente, do desconhecido, apague esta chama, este desejo em seu coração.

    Paz e Bem!
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    Frei Arnaldo Cesar Rocha
    Frei Arnaldo Cesar Rocha
    Franciscano Conventual, da Província
    São Francisco de Assis SP
    Com alegria quero partilhar com vocês, irmãos, irmãs e leitores, um breve relato sobre a minha experiência vocacional. Ao falar de vocação, não poderia deixar de me lembrar das iniciativas de Deus, dos seus gestos e, principalmente das pessoas que “proporcionaram que tivesse um belo encontro com Deus”.

    Penso que toda vocação traz consigo marcas, pegadas que nos orientam nos caminhos da fé. Na minha modesta cidade do Interior, Bariri – SP, desde a infância experimentei uma sólida e vivaz formação religiosa, meus Pais, Antônio e Celina são os meus baluartes na espiritualidade cristã, ensinaram-me a caminhar com humildade e alegria.

    Nesta concreta família, a minha vocação cristã se desenrolou, tomou corpo por assim dizer, e quando estava me preparando para receber o Sacramento do Crisma, “senti, tive uma certa intuição” que talvez Deus me “chamava”, me “provocava” a viver com paixão esta sublime vocação. Dúvidas, medos e caminhos se descortinavam diante dos meus olhos, porém, apenas uma convicção bem real, Deus continuava a perturbar meus sonos e “a tal ideia” de vocação não saia da minha mente. Mas a qual vocação o Senhor me chamava? Como iria responder ao apelo de Deus?

    Francisco de Assis foi a inspiração, o sopro que me lançou para dentro do coração de Deus e da Igreja. Percebi que este estilo de vida me era familiar, e com o tempo a vocação franciscana se mostrou a cada dia um solo fértil onde Deus me convocava a doar a minha vida, a ser frade, um “irmão menor”.

    Aquela voz do Crucificado que falou com Francisco, na Igreja de São Damião há tantos anos, falava comigo concretamente, me impelia na missão de reconstruir em mim mesmo a Igreja e a fidelidade a este propósito de vida começava a ter sentido a partir de um chamado que convocava a responder com generosidade. Eis a tarefa diária, não perder de vista este chamado, não vacilar em meio as dificuldades cotidianas e como diz o Apóstolo Paulo em 2 Cor 4, 7, o segredo é conservar no coração e ter presente na memória o seguinte: “trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila”.

    “De boa vontade o farei”! Este foi o lema para minha primeira profissão temporária em 05 de fevereiro de 2014, conto sempre com a ajuda de Deus e dos confrades para praticar os conselhos evangélicos e perseverar com honestidade de coração e fidelidade ao seguimento a Cristo Humilde e Pobre.

    Por fim, agradeço aos contribuintes do SOS Vocações por acreditarem no ideal de reconstruir a Igreja, por compartilhar do mesmo ideal de Francisco, e por nos ajudarem contribuído efetivamente para a formação de novos futuros frades. É por graça de Deus e da ajuda de vocês, que estou no pós-noviciado, no 3º ano de Teologia, no período de formação em vista da consolidação e aperfeiçoamento da vocação. Obrigado a todos de coração.

    Paz e bem!
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    Frei Thiago Natulini
    Frei Thiago Natulini
    Franciscano Conventual, da Província São Francisco de Assis - SP
    Era agosto de 2011 quando ingressei no seminário menor – Santo Antônio – em Cascavel junto aos Frades Menores Conventuais. Mas estou aqui para falar da época que possibilitou esta opção de vida. Aos 26 anos de idade me vi numa situação existencial de conflito. Naqueles dias, início de 2011, havia parado para pensar no rumo que minha vida havia tomado. Cumpria aparentemente bem todas as funções sociais que se esperam de um cristão: família, trabalho, igreja, estudos. Em tudo, dava o melhor de mim e buscava, como qualquer pessoa normal, uma vida feliz. Porém, como disse acima, naqueles dias me vi pensando no rumo que as coisas haviam tomado. Percebi que algo estava errado. Percebi que o rumo que minha vida havia tomado não era o rumo que eu desejava continuar trilhando. Faltava algo, faltava sentido… Foi então que a Vida Religiosa Franciscana “apareceu” como possibilidade. Hoje sei que era Deus a me chamar. Confesso que no primeiro momento lutei contra a ânsia que crescia dentro de mim. Mas rezava sempre pedindo que se fizesse a vontade do Senhor, assim como Francisco de Assis: “Senhor, que queres que eu faça?” Por fim, não resisti. Ser Franciscano tinha se tornado, sem que eu percebesse, uma questão de vida ou morte. No ser Franciscano estava o sentido que eu procurava e não encontrava. Hoje posso olhar para trás e ver esse tempo com muito carinho e gratidão. Aqui aproveito para agradecer a todos os benfeitores do S.O.S. Vocações, pois graças à ajuda de vocês, tanto através das orações, como da ajuda material, acabam por prestar um essencial auxílio à Ordem no que se refere à acolhida dos vocacionados e à manutenção de todos os aspirantes, postulantes e frades nos primeiros anos de formação. O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, que se fez pobre e crucificado, é quem nos chama e nos dá o sustento necessário para a caminhada. Paz e bem a todos!
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    Frei Pacífico
    Frei Pacífico
    Franciscano Conventual, da Província São Francisco de Assis - SP
    No ano de 2010 dei início ao meu processo de discernimento vocacional com os Franciscanos Menores Conventuais. Foi um tempo de muitas angústias e dúvidas sobre a decisão de iniciar tal processo. Entre medos e incertezas iniciei meu discernimento vocacional em 2011, e então descobri algo surpreendente. Nunca deixamos de discernir nossa vocação, pois, estamos sempre no processo de dar cada vez mais sentido na nossa opção de Seguir o Evangelho e os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a exemplo de São Francisco de Assis. Após três anos de um profundo discernimento, mais um ano de noviciado, em Fevereiro de 2015 professei os votos religiosos temporários, isto é, renovados todo o ano. Hoje faço os estudos teológicos na Pontifícia Universidade católica e trabalho com a Ordem Franciscana Secular. Rendo graças a Deus por cada benfeitor do SOS VOCAÇÕES, pois, todo esse processo não seria possível sem o auxílio destas pessoas de coração generoso que nos ajudam da forma que podem, seja materialmente ou com suas orações. Saibam que sempre rezamos por vocês e pedimos a Deus, Pai Santo e Todo poderoso no Amor, por intercessão de São Francisco de Assis, que sempre vos abençoe, proteja e guarde em todos os seus caminhos.

    Paz e Bem
 
 
DOE AGORA MESMO!